Olá.
Tal como eu disse no último post, eu gostaria bastante de fazer uma apreciação critica da obra de John Green-A culpa é das estrelas. Só demorei mais tempo a escrever por duas razões:
1ª estou em época de exames, o que não me deixa muito tempo para fazer as coisas que gosto, como escrever no blog;
2ª estava a pensar em ler uma outra obra de John Green, Á procura de Alaska e de certo modo compará-las, mas aí não seria a apreciação critica ao livro, mas sim ao autor;
Assim sendo, vou escrever este post sobre o livro. O mais provável é eu começar a chorar a meio, eu sou assim, muito "sensível".
Para ser sincera, nunca pensei que um livro me poderia "tocar" tanto, fazer-me sentir os sentimentos das personagens com esta intensidade.
Acho que o pior sentimento que poderemos ter sobre uma pessoa é pena. Termos pena de uma certa pessoa só porque tem um determinado problema é um acto de egoísmo, porque nós não queremos saber se a pessoa está bem ou mal, apenas sentimos pena para nos sentirmos bem connosco. Este livro leva-nos a uma outra vertente da doença, não nos deixa ter tempo de pensar "oh coitada da personagem", porque o livro é sobre o amor. Mesmo que as pessoas sejam uma granada, o amor está lá e não irá desaparecer quando essa granada explodir.
A história flui naturalmente, tudo nos é apresentado com uma simplicidade que nos faz querer mais, mas ao mesmo tempo não querer ler o resto, porque sabemos que a história irá ter um fim e, decerto, não será o que pretendemos.
Quando penso na história, nada me ocorre, por isso acho-a vazia, ou talvez ache a minha própria vida vazia. Acho que isto acontece, porque todos os acontecimentos do livro foram esquecidos com a frase "Augustus Waters morreu oito dias depois do seu pré-funeral...". Considero esta frase bastante chocante, porque estamos envolvidos num tal romance, nas metáforas e em "Uma aflição imperiosa" que nos esquecemos que a história tem de acabar, porque a doença não são só coisas boas, também há a morte, que não é o melhor que a vida tem para dar, é um nove numa escala de um a dez de dor.
Tenho de admitir que quando acabei de ler o livro achei que John Green era uma pessoa fria e extremamente mal educado, porque fiquei sem saber o que fazer, tudo tinha acabado e apesar de desde o inicio saber que um deles tinha que morrer, achei que isso nunca iria acontecer, porque ele no inicio do livro deixa bem claro que "Este livro é uma obra de ficção. Fui eu que a inventei", isso deixa-lhe manobra para dar outro rumo ao Gus, á Hazel Grace, ao Isaac...
Estou desde do meu ultimo dia de leitura (que curiosamente também foi o primeiro dia de leitura) a tentar encontrar a metáfora deste livro, mas acho que ficarei melhor se não a entender, porque me vai custar muito mais descobrir a realidade.
Isto foi o melhor que consegui descrever sobre o que sinto em relação ao livro, talvez um dia tenha coragem de volta a reformular, por agora fica assim.
Btw, acho que vou ver o filme, ou tentar...
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