Páginas

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A culpa é das estrelas- apreciação critica de uma adolescente que chorou no capítulo 21!

Olá.
   Tal como eu disse no último post, eu gostaria bastante de fazer uma apreciação critica da obra de John Green-A culpa é das estrelas. Só demorei mais tempo a escrever por duas razões: 
1ª estou em época de exames, o que não me deixa muito tempo para fazer as coisas que gosto, como escrever no blog;
2ª estava a pensar em ler uma outra obra de John Green, Á procura de Alaska e de certo modo compará-las, mas aí não seria a apreciação critica ao livro, mas sim ao autor;
   Assim sendo, vou escrever este post sobre o livro. O mais provável é eu começar a chorar a meio, eu sou assim, muito "sensível".
   Para ser sincera, nunca pensei que um livro me poderia "tocar" tanto, fazer-me sentir os sentimentos das personagens com esta intensidade. 
   Acho que o pior sentimento que poderemos ter sobre uma pessoa é  pena. Termos pena de uma certa pessoa só porque tem um determinado problema é um acto de egoísmo, porque nós não queremos saber se a pessoa está bem ou mal, apenas sentimos pena para nos sentirmos bem connosco. Este livro leva-nos a uma outra vertente da doença, não nos deixa ter tempo de pensar "oh coitada da personagem", porque o livro é sobre o amor. Mesmo que as pessoas sejam uma granada, o amor está lá e não irá desaparecer quando essa granada explodir. 
   A história flui naturalmente, tudo nos é apresentado com uma simplicidade que nos faz querer mais, mas ao mesmo tempo não querer ler o resto, porque sabemos que a história irá ter um fim e, decerto, não será o que pretendemos. 
   Quando penso na história, nada me ocorre, por isso acho-a vazia, ou talvez ache a minha própria vida vazia. Acho que isto acontece, porque todos os acontecimentos do livro foram esquecidos com a frase "Augustus Waters morreu oito dias depois do seu pré-funeral...". Considero esta frase bastante chocante, porque estamos envolvidos num tal romance, nas metáforas e em "Uma aflição imperiosa" que nos esquecemos que a história tem de acabar, porque a doença não são só coisas boas, também há a morte, que  não é o melhor que a vida tem para dar, é um nove numa escala de um a dez de dor. 
   Tenho de admitir que quando acabei de ler o livro achei que John Green era uma pessoa fria e extremamente mal educado, porque fiquei sem saber o que fazer, tudo tinha acabado e apesar de desde o inicio saber que um deles tinha que morrer, achei que isso nunca iria acontecer, porque ele no inicio do livro deixa bem claro que "Este livro é uma obra de ficção. Fui eu que a inventei", isso deixa-lhe manobra para dar outro rumo ao Gus, á Hazel Grace, ao Isaac...
  Estou desde do meu ultimo dia de leitura (que curiosamente também foi o primeiro dia de leitura) a tentar encontrar a metáfora deste livro, mas acho que ficarei melhor se não a entender, porque me vai custar muito mais descobrir a realidade.

Isto foi o melhor que consegui descrever sobre o que sinto em relação ao livro, talvez um dia tenha coragem de volta a reformular, por agora fica assim.
Btw, acho que vou ver o filme, ou tentar...



Sem comentários:

Enviar um comentário